quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Namoro Cristão: Não jogue com seu coração!

Namoro Cristão: Não jogue com seu coração!

Escrito por em sexta-feira, 3 fevereiro

Diz ae: Quanto você tem pensado em arrumar um(a) namorado(a)? Naquele período da noite, na hora em que você coloca sua cabeça no travesseiro, você fica sonhando acordada(o) com alguém junto com você de mãos dadas?
Assiste televisão, vê num filme ou seriado ou até mesmo na rua um casal apaixonado e você já suspira.
Quanto pensamentos seus tem seguido essa direção?
Eu quero um namoro cristão!

Algo natural (e as vezes exagerado) de uma pessoa que não está descansada em Deus com relação a área sentimental é a ser carente.

Você já foi num supermercado com fome? Ao entrar, queremos levar praticamente tudo o que está na prateleira! Não somos guiados por nossa razão e sim pelo nosso sentimento de fome, então compramos diversos produtos que, no final, não vão valer a pena o investimento. De igual forma, uma pessoa carente não é guiada pela razão e sim pelo seu sentimento de “solidão”. E isso a faz tomar decisões precipitadas e, muitas vezes, fora do tempo de Deus para essa pessoa.

Certa vez, fui fazer evangelismo com o grupo de jovens no litoral de SP. Teve um dia que eu e uns amigos, estávamos morrendo de fome, então fomos até um quiosque da praia.
O local era cheio de pombos, e pombos detonados! Pareciam pombos ciborgues! Pra você ter noção, um deles não tinha uma pata! Hahaha! Nós até comentamos que aqueles pombos deviam ser mutantes.
Continuando, nós pedimos um “X-Tudo”, que poderia ser chamado de “Comeu Morreu” ou “Jesus te chama”… Nas primeiras mordidas estávamos achando maravilhoso. Dizíamos: “O lugar é feio mas a comida é muito boa!”

No entanto……. ao passar das mordidas e a medida que nossa fome ia sendo saciada, percebíamos o verdadeiro sabor daquele “X-Morte”. Eu mesmo nem comi os últimos 35% finais do lanche.

Essa história ilustra perfeitamente o que acontece com pessoas que agem por emoções. Permitem que o coração lhe cegue e lhe iludam entrando em um relacionamento após o outro.

Eu já disse uma vez a seguinte frase:

“Se você troca de namorado(a) como troca de roupa, você está mais pra ator da “Malhação” do que filho de Deus.”

Quem entra e sai de relações acaba deixando marcas em seu coração. É como se ficasse uma parte de seu coração em cada relacionamento.
Ao término de um relacionamento, é comum ficar carente. Antes você tinha mimos, abraços e palavras doces, agora não tem mais, então você sente falta disso, ou seja, fica carente. Infelizmente, muitos jovens buscam apagar essa carência com outra pessoa. Buscam em outra pessoa o suprimento dessa carência. Não agem racionalmente, ficam viciadas em um xameguinho….

Escolhendo de forma totalmente emocional, a chance de errar na escolha é gigantesca.
Médicos, são totalmente proibidos de operar um parente próximo deles. Por que??? Não são certificados e capacitados???? Sim, são! Mas, o lado emocional pode atrapalhar na hora de fazer uma cirurgia minuciosa.
Da mesma forma você, meu chuchuzinho, se agir de forma emocional e não racional em sua escolha, você pode fatalmente machucar seu coração.

Se você está nesse redemoinho de carência, aconselho começar a usar mais a cabeça e buscar auxilio de líderes. DEUS pode suprir TODAS suas necessidade, inclusive a sua carência se você descansar Nele!

Se você terminou um relacionamento recentemente, meu conselho é NÃO iniciar um novo tão cedo. Isso porque você precisa de um tempo para ser curado.

Deus te deu um coração lindo demais para você sair por ai distribuindo como se fosse um garçom.

Por isso não fica dando seu coração pra qualquer pessoa que te der um sorrisinho. Guarda teu coração!

Vocação

Por que falar de vocação?

Porque saber que você tem um propósito na vida define todas as suas outras atitudes e decisões.

O que é vocação?

Vocação vem da palavra latina vocatio, que significa: voz. Mas o que a minha vocação está relacionada com voz?
Porque vocação é um chamado! Sim, vocação é a combinação de talentos naturais + dons + chamado!

Bom, se a vocação é um chamado, então este chamado é Externo e Interno.

Externo: o chamado é externo porque Deus, que conhece seus talentos, te chama, em algum momento da sua vida, para realizar algo que você foi criado para fazer!
Interno: é interno porque as “ferramentas” ou habilidades certas estão dentro de você! Estas ferramentas são seus talentos que você herdou de seus pais. São seus talentos que darão dicas se você está no caminho certo ou não.

O que eu preciso para exercer minha vocação?

Para exercer sua vocação você precisa de três coisas bem simples (clique na imagem para visualizar melhor):

  • Talentos:

Como falamos acima, os talentos são as habilidades que você herdou de seus pais. Estas habilidades foram dadas com um propósito: você cumprir a sua vocação! Para te ajudar a descobrir você pode se perguntar:
“Em que meus pais eram bons, gostavam de fazer, que eu também gosto, ou seja, o que me traz satisfação?”
Anote as respostas e guarde pra você. Se você quiser temos um modelo que pode te ajudar a descobrir seus talentos você pode ler este post que fala sobre autoconhecimento.

  • Dons:

Os dons, ou presentes, são as ferramentas dadas por Deus para te habilitar a fazer algo que você não nasceu pronto para fazer. Ele te dá de graça para o que for útil à Igreja, como está escrito:

“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil” I Co 12:7

Também neste texto existe uma lista de dons, que não são os únicos, mas são os principais, você pode vê-los em I Co 12.

O importante é que em I Co 14:1 está escrito:

“Buscai com zelo os melhores dons” I Co 14:1

Isso significa que você deve ter algum entendimento de quem você é e do que Deus quer através de você. Assim você conseguirá olhar a “lista” de dons e escolher com sabedoria – não para seu uso próprio, mas para o que for útil ao Espírito Santo.

  • Chamado:

É o chamado propriamente dito. Deus em algum momento da sua vida irá te chamar para fazer o que Ele te criou para fazer, seja ensinar as pessoas, seja para criar algo, seja para abrir portas…

Deus te criou com um propósito único e a coisa mais importante na sua vida deveria ser buscá-lo, as outras coisas são consequências.

O momento do chamado geralmente acontece defasado do momento da percepção de que você é. Isto é, você muito provavelmente será chamado num momento diferente de quando você souber quem é você e os seus limites.
Por isso, se seu chamado acontecer antes da sua percepção, então você deve esperar o momento certo para cumpri-lo.
Caso seu chamado aconteça depois da percepção de quem você é então você deverá honrá-lo com todas as suas forças.

Quando meu chamado acontece?

O chamado acontece quando dizendo sim eu faço menos do que poderia fazer dizendo não a ele.

Querido(a), muito provavelmente seu chamado só irá acontecer quando você tiver a condição de dizer não a ele. Isso porque Deus nos testa para saber se realmente O queremos por quem Ele é, ou pelas coisas que Ele pode dar.

Simples não é?

Vimos que vocação é uma combinação de TALENTOS (que estão dentro de mim) + DONS (que me habilitam para fazer o que não nasci pronto para fazer) + CHAMADO
Todas estas coisas estão resumidas na figura abaixo (clique na imagem para visualizar melhor):

O entendimento, ou consciência, da sua vocação pode mudar o rumo da sua vida e te ajudar a enxergar o propósito das coisas acontecerem.

O importante é você entender que é Deus te chamando, exatamente como fizeram Samuel, Paulo, Abraão, Moisés… Todos estes caras discerniram que era Deus quem os chamava e todos disseram a mesma coisa: SIM. Estas respostas mudaram muitas coisas na história…

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O QUE QUER DIZER PRIMEIRO AMOR

O Que Quer Dizer "Primeiro Amor"

O Senhor Jesus disse à igreja de Éfeso: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas” (Ap 2.4-5).

Infelizmente, essa ameaça de Jesus logo tornou-se realidade. A igreja de Éfeso, que se encontrava onde hoje é a Turquia, desapareceu e não há praticamente mais nada que a lembre. No lugar onde antes brilhava a luz do Evangelho por meio da igreja local de Éfeso hoje se proclama o islamismo. Onde antes havia o “candeeiro” da Palavra de Deus, hoje estão os minaretes das mesquitas islâmicas.

A igreja tinha abandonado o primeiro amor, não voltou a ele e isso teve conseqüências desastrosas. Mas, afinal, o que é esse primeiro amor?

O que o“primeiro amor” não é

Ele não é necessariamente o amor que tínhamos no começo de nossa vida cristã (do ponto de vista puramente temporal), quando encontramos a Jesus. O verdadeiro amor é mutável, mas não no sentido de diminuir repentinamente. Vamos ver o exemplo do casamento. Há uma fase inicial de “paixão”, e uma fase posterior de “amor”. Na hora da “paixão”, os sentimentos têm um papel muito forte. Mais tarde essa agitação emocional diminui, mesmo que o amor não tenha diminuído; ele apenas ficou mais constante, afeiçoado e fiel. No começo, o coração bate forte quando abrimos uma carta da pessoa por quem nos apaixonamos. Depois de vinte anos de casamento, provavelmente não sentimos mais tanta emoção quando recebemos um cartão ou uma carta do cônjuge, mesmo que o amor seja muito grande. Isso significa que o amor verdadeiro é mais do que um simples sentimento, que tem papel tão importante quando alguém se apaixona. Depois que a relação se consolida e alguns anos de casamento se passam, o amor de um pelo outro não depende mais só dos sentimentos, mas fica mais constante e profundo.

A igreja de Éfeso, que se encontrava onde hoje é a Turquia, desapareceu e não há praticamente mais nada que a lembre.

Podemos comparar a “paixão” a um motor que é ligado: ele precisa da ignição antes de funcionar. Depois, porém, ele continua funcionando de forma constante, sem que a ignição tenha de ser constantemente acionada. O carro está andando, e nós ficamos satisfeitos em seguir adiante, em direção ao objetivo desejado. Isso ilustra o amor permanente.

Na verdade, é perfeitamente normal que depois de alguns anos seguindo a Jesus, um filho de Deus não tenha mais o mesmo sentimento ou a mesma emoção do início de sua vida cristã. Mas isso não significa necessariamente que agora amemos menos a Jesus do que logo depois da conversão. Podemos estar no primeiro amor mesmo sem essas emoções que nos assaltam.

O que é o“primeiro amor”

Em minha opinião, a expressão “primeiro amor” não se refere tanto à característica temporal, e, sim, muito mais à característica qualitativa, à importância. O essencial é que o amor a Jesus ocupe o primeiro lugar em minha vida, isto é, que ocupe a posição de principal e melhor amor; importa que as prioridades estejam na ordem correta.

Quando um marido passa a colocar os esportes, a televisão ou seu hobby à frente de sua esposa com o passar dos anos (mesmo que lhe seja fiel, que ainda goste muito dela, que não consiga mais imaginar sua vida sem ela e que ela continue cuidando dele o tempo todo), então ele abandonou o seu primeiro amor em relação a ela.

Quando um marido passa a colocar os esportes, a televisão ou seu hobby à frente de sua esposa, então ele abandonou o seu primeiro amor em relação a ela.

Quando a paixão e a devoção a Jesus diminuem, o primeiro amor por Ele já foi abandonado. Esse principal e melhor amor não pode ser substituído por perfeccionismo, nem por esforços e perseverança, nem evitando maus pensamentos e ações. Revelar o mal, trabalhar e sofrer para o Senhor também não resolve. Isso tudo é bom e necessário, afinal, o próprio Senhor reconhece que são atitudes elogiáveis (Ap 2.2-3); mas elas também podem partir de um hábito puramente mecânico, e ficar engessadas em formalismo e tradicionalismo.

Por ocasião de seu jubileu de ouro no serviço militar, Paul von Hindenburg (1847-1934) [que mais tarde foi presidente da Alemanha], recebeu altas honrarias. Sua resposta foi modesta: “À guerra, o espírito – ao rei, o coração – à pátria, o sangue – a Deus, a honra!” Mas Deus quer nosso amor inteiro e completo, sem dividi-lo com ninguém (Mt 22.37). Nosso espírito, nosso coração e nosso sangue pertencem somente a Ele. O Senhor não quer somente a honra, mas toda a devoção dos que que se voltam para Ele em amor.

O amor verdadeiro é mais do que um simples sentimento, que tem um papel tão importante na paixão.

Em muitas igrejas tudo corre conforme os padrões bíblicos, e não há nada que se possa dizer contra elas. Ainda assim, falta o primeiro amor ao Senhor, pois a vida estruturada da igreja assumiu o lugar de Jesus Cristo. O Senhor Jesus sempre deve estar em primeiro lugar. Esse primeiro amor a Ele é que deve impulsionar o que fazemos por Ele, e não o contrário. Penso que era isso que Jesus estava querendo dizer aos cristãos da igreja em Éfeso: para eles, agir em nome do Senhor vinha antes, e o amor profundo a Jesus estava só em segundo lugar; a rotina descompromissada tinha passado acima da vida espiritual.

Um exemplo de primeiro amor por Jesus

Lemos em Lucas 10.38-42: “Indo eles de caminho, entrou Jesus num povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, e esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos. Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.

Marta empenhou tudo para que Jesus fosse recebido dignamente com a melhor comida e bebida, e com certeza não fez isso sem amor. Mesmo assim, o Senhor precisou adverti-la; mas sua irmã Maria foi elogiada por Ele. Devemos fazer uma coisa sem deixar a outra de lado – mas as prioridades devem estar na ordem certa. Esse acontecimento mostra que Maria escolheu a atitude melhor, o que nos dá um exemplo do “primeiro amor” a Jesus. Importa primeiro sentar aos Seus pés, ouvir a Sua palavra e reconhecer a Sua vontade. Esse primeiro amor ao Filho de Deus não existe sem que a Sua vontade seja feita. Mais tarde, a mesma Maria derramou o ungüento precioso sobre os pés de Jesus. João 12.3 nos relata essa ação: “Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo”. Maria “escolheu a boa parte”, a melhor, a superior, “e esta não lhe será tirada”.

Que contraste com as palavras de Jesus: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor”. O primeiro amor havia sumido e por isso a igreja de Éfeso corria perigo de perder sua luminosidade. No exemplo acima, quem brilha mais? Marta ou Maria?

“Primeiro Jesus!”

É muito importante ouvi-lO e adorá-lO por meio do estudo da Bíblia, da oração, do silêncio em Sua presença.

A visita de Jesus à casa de Maria e Marta e o ato de amor de Maria mostram claramente a importância que o Senhor dá à dedicação completa de todo o nosso amor a Ele, ao nosso viver com Ele e a partir dEle e ao serviço devotado que brota dessa ligação vital. O princípio é este: primeiro amor profundo a Jesus e só então serviço em Seu favor. É muito importante ouvi-lO e adorá-lO por meio do estudo da Bíblia, da oração, do silêncio em Sua presença. Infelizmente é possível esgotar-se pelo Senhor mesmo que tenhamos nos tornado indiferentes em relação à comunhão com Ele. Devemos fazer o primeiro sem desprezar o segundo – ou teremos abandonado o primeiro amor.

O principal amor deve ser devotado ao Senhor Jesus, que amou primeiro os Seus – por meio de Seu sofrimento e da Sua morte vicária na cruz, assim como através de Sua ressurreição e ascenção aos céus. Em outras palavras: Ele precisa ser o primeiro em nossas vidas. O Senhor Jesus expressou dessa forma radical a seriedade absoluta com que encara esse primeiro amor a Ele: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10.37).

A palavra grega para “primeiro” é “protos”, que refere-se menos à importância cronológica e mais à importância qualitativa. Assim, o “primeiro” amor é o “melhor” amor. Podemos derivar disso também expressões como “lugar de honra”, “líder”, “ser o primeiro” ou “assumir o lugar principal”. No tabernáculo, o lugar santo antes do Santo dos Santos também era chamado de “primeira tenda” ou “tenda anterior”. Ali os sacerdotes atuavam na presença direta do Senhor; não havia mais nada entre eles. Também isso revela a vontade do Senhor: que vivamos tão diretamente com Ele e na Sua presença, que Ele tenha o primeiro lugar em nossas vidas!

O Senhor quer que vivamos tão diretamente com Ele e na Sua presença, que Ele tenha o primeiro lugar em nossas vidas!

A mesma palavra grega “protos” também é usada na parábola do filho pródigo, que voltou para o pai totalmente empobrecido e com as roupas rasgadas. Este mandou lhe trazer a primeira, isto é, a melhor roupa: “Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o...” (Lc 15.22). Não se tratava de uma roupa de festa que o filho talvez já tivesse usado em ocasiões passadas, mas, sim, da principal roupa de festa.

O Senhor encontrou muitas coisas boas entre os cristãos da igreja em Éfeso (cf. Ap 2.2-3), mas Ele em si não era mais o Melhor e Primeiro entre eles. Alguém disse, com muita propriedade: “O bom é inimigo do excelente”. Mais uma vez: o melhor – o primeiro amor a Jesus – deve vir antes de qualquer outra coisa. Quando permitimos que algo venha antes do “primeiro amor”, então este passa a ser o segundo ou até mesmo o terceiro amor.

O seu amor pertence primeiro ao Senhor Jesus? Ele tem prioridade absoluta em sua vida? Você realmente coloca todo o resto depois dEle em sua vida? Você se esforça para prestar atenção ao que Ele diz quando procura lhe falar por meio de Sua Palavra na Bíblia, a fim de ter comunhão verdadeira com Ele? Você continua a amar o Senhor Jesus sobre todas as coisas quando perde tudo aquilo que lhe é caro, quando, por algum motivo, não pode mais trabalhar ou se movimentar? Você aprendeu a amá-lO sobre todas as coisas? Você escutou e aplicou a tempo em sua vida a advertência de Jesus para os cristãos de Éfeso? O Senhor descreveu o significado do verdadeiro discipulado com estas palavras extremamente sérias: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33).

Certa vez Charles Haddon Spurgeon contou esta emocionante história, que combina muito bem com o tema do “primeiro amor”: “Nós amamos nossas famílias, mas em comparação a Ele podemos odiar pai, mãe, irmãos e irmãs por amor do Seu nome. Quando certo mártir estava para ser queimado, trouxeram-lhe sua esposa e seus onze filhos para tentar convencê-lo a renegar sua fé. Ordenaram aos seus familiares que um a um se ajoelhassem à frente dele, pedindo-lhe que negasse sua fé e vivesse por amor à família. Mas, beijando um após o outro e demorando-se junto à mulher amada, ele disse: ‘Por amor de vocês, meus queridos, gostaria de fazer algo que me permitisse continuar vivendo com minha família; mas como se trata de Cristo, meu Senhor, preciso me afastar de vocês”’. (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)